Novo modelo mapeia limiares de discriminação de cores com eficiência inédita e pode auxiliar avaliação de doenças oculares
O problema: medir discriminação de cores é impraticável com métodos convencionais
A capacidade de detectar pequenas diferenças entre cores — os chamados limiares de discriminação — é fundamental para a visão humana e tem aplicações diretas na avaliação quantitativa de doenças oculares, no desenvolvimento de tecnologias de display e na construção de modelos computacionais de percepção visual. Apesar dessa relevância, caracterizar de forma abrangente como esses limiares variam ao longo de todo o espaço de cores sempre foi considerado inviável na prática.
O motivo é matemático: embora o plano de cores isoluminante seja bidimensional, o campo psicomético completo — que descreve o desempenho de discriminação para qualquer par de estímulos de referência e comparação — tem quatro dimensões. Mapear esse campo com métodos clássicos, como o método de estímulos constantes (MOCS), exigiria um número de tentativas experimentais proibitivo, o que os autores denominam a